quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem você


O que segura o meu sol no céu é você. Ou não. Talvez você seja mesmo meu sol, e eu seja a Terra. A Terra tá bem longe do sol, mas é em torno dele que ela gira. Eu acho que a Terra está apaixonada pelo sol, porque ela tá querendo ficar pertinho, então tá esse calor todo. Arrepia. É harmônico, você sabe: Quando entrelaçava seus dedos nos meus e andava de mão dada comigo do banco da praça até o ponto de ônibus. Eu ficava tão feliz com isso, valia esperar você um dia inteiro. Eu gostava de esperar você: As aulas e as horas se arrastavam, não queriam passar nunca. Mas quando chegava a hora de ficar com você, nossa, o tempo ia que ia... O tempo passou, e eu deveria saber que eu sentiria frio quando andasse sozinha. Me sinto uma velha, cheia de agulhas enterradas no corpo. Cada palavra que você dirige a mim tira uma delas, e isso é bom. Eu fiquei velha desde então. Esteja a vontade pra arriscar, se eu tiver a opção, eu corro lá pra te salvar. Tire mais uma agulha, por favor?

[Ok, eu sei que esse texto todo NÃO FAZ O MENOR SENTIDO. Mas eu gostei dele *-*]

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