
Ela é aquele tipo de pessoa super inteligente, como disse Renato Russo uma vez: "Ela gostava de Bandeiras de do Bauhaus, Van Gogh, de Mutantes, de Caetano...".
Quando ela entrou na sala de aula, todo mundo se derreteu com aquele pedacinho de mulher falando espanhol. E não pense que, por ser um pedacinho de mulher, era doce como parecia ser.
Comunista. Se estivéssemos na época da ditadura militar, com certeza ela "rodaria". Uma chata, que torcia pra Argentina enquanto nós idolatrávamos o Brasil. Moleca, do tipo que ri pra não chorar. Autoritária. Decide ela mesma, sem muitos porquês, e impõe. Não gostou? Ela não perguntou. Um fato? Che, a asma.
Sufocou-nos de trabalhos. E nós nos vimos lascados, com trocentas tarefas pra terminar, e talvez tenhamos descontado nela.
Ela entende de português, de espanhol, de italiano, de inglês, de psicanálise, de história, de simbologia, da vida e dos mistérios do coração. Mulher de pulso, forte, pequena, delicada, bonita, fina. Complexo de idade.
A "mocinha do Clik-Ideia". Admiradora do cubismo, de Clarisse Lispector, Pablo Neruda. Uma leve quedinha pelo Daniel Oliveira e Caio Blat. Aquela que se entristece depois de "Batismo de Sangue" (e quem não se entristece?).
A que passa os melhores trabalhos, e por serem os melhores, são os piores de fazer. Generosa, super 'mente aberta', e apesar dos sistemas que ela desenvolve (que se dirá do VOLUMÔMETRO?), a gente sabe que ela só quer que a gente aprenda pra ir bem no vestibular.
Ela é aquela pessoa que não se ilude mais, e que sabe que não existe papai noel (Acho que bom mesmo é o lobo mau).
Enfim, ela tem os piores métodos didáticos, os piores ataques de autoridade, mas uma coisa ninguém pode negar: Ela é o tipo de pessoa que a gente agradece por existir.
Ela é a contribuição, em sua essência. La chica que tanto nos gusta. Evelyn.
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