sábado, 22 de maio de 2010

O Beijo


Suavemente, encostei meus lábios nos dela. Por um segundo, nossas respirações pararam, e em seguida, aceleraram.
Ela recuou, desviou um pouco o rosto, mas não como quem não quer, mas por querer prolongar aquele momento, muitas vezes melhor que o beijo em si. Nossos narizes se tocaram, muito delicadamente, ela inspirou uma vez e recuou o rosto:
- Era eu quem deveria tomar essa iniciativa.
- Eu sei... Mas você não fez isso, então fiz eu.
Outra vez, ela voltou o rosto para o meu e encosto seus lábios nos meus. Com muito receio, fui separando os lábios dela, sempre sentindo meu rosto encharcar de timidez.
No celular dela tocava alguma "I Don't Wanna Miss a Thing", Aerosmith; mas eu já nem sei em que parte estava... Minha mente não parava de sentir todas as coisas ao mesmo tempo.
Ela fechou meus lábios com os dela, e senti minha respiração entrecortada parar por um segundo. Não sabia se aquilo tudo caberia em meu peito, quando finalmente senti sua boca na minha. Era doce, era quente, era macio, e era tudo o que eu queria naquele momento.
Repentinamente, meu rosto estava quente, e eu sentia as mãos dela em meu cabelo, afastando qualquer pensamento que tentava (ou não) inavdir minha mente.
Dez minutos passaram sem que eu visse, e quando nossos lábios se separaram, senti meu rosto quente mais uma vez. Ela, que estava tremendo, já não tremia mais.
O tempo que passou? O que aconteceu? não sei.
Tudo foi, só esse beijo ficou.

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